Eles são
Eu não
Buracos, minhocas e miolos
Platão estava sobre o campo das idéias. Mais que distrações de pensamentos, é a verdadeira maquina do tempo. Como viajar pela quarta dimensão (o tempo)? Justo a dimensão não-vista! Respondo: com a maquina que não se vê. Conectar-se ao campo das idéias permite criar e perceber os buracos de minhoca - túneis no espaço-tempo capazes de nos transportar de um lugar a outro do universo ou tempo instantaneamente. Porém, se eu não me engano, é exatamente isso o que a mente nos faz.
Seja no espaço. Ao passar pelo portão lembrar do primeiro beijo (mesmo tão esquisito), ou mesmo a lixeira de uma lanchonete moribunda. Seja no tempo. Há 1 semana sentir que alguns toques faziam o conforto de um lar em volto a duas mãos, apenas. Há pouco mais com sorrisos, loucuras e cócegas. Transportados instantaneamente, capazes de reviver novamente esses instantes como se nunca tivessem passado.
Buracos de minhoca em cabeças de minhoca. Capazes de mais potencial que a simples viagem de reviver o passado, mas como degustadores do futuro. Sei que os azedos de plantão dirão que nem tudo o que alcançamos no campo das idéias se concretiza, portanto não pode ser futuro. Eu digo que faz parte sim do futuro. O futuro não é uma única linha, mas um centeio de possibilidades. Você foi capaz de alcançar e provar de uma delas (por mais utópico que pareça), por mais que percamos.
Bom ou ruim? Não sei. Mas o sabor, a vida de cada viagem é indescritível e superado somente pelo encontro deles no presente concreto. Não que o concreto seja maior/melhor, mas pelo encontro do concreto com o campo das idéias. Pela interseção dos dois universos.
Azeitona é uma figura. Com seu jeito tímido, andar sutil, está sempre bisbilhotando tudo e se metendo em todo lugar.
Analista de SEO que não se compromete com a posição do cliente no resultado de busca é o mesmo que planejamento que não garante resultado ou atleta que pede patrocínio, mas não se compromete com a vitória. #NaoExiste
Relacionamento é um bicho engraçado. Quanto mais você se expõe, mais vulnerável fica. Sem cascas ou armaduras, mais autêntico, verdadeiramente feliz, mas também mais perto de se machucar e de se ferir.
Pena que não é o coração que escolhe o caminho a seguir. É o medo.
As produtoras precisam aprender a respeitar os Direitos Humanos
Tenho assistido um debate infundado promovido por produtoras que infiltraram raízes corruptas nos Estados com verbas publicitárias para campanhas eleitorais. E todo mundo sabe que quem paga a banda pede a música.
Primeiro é preciso uma reflexão: É justa a reinvindicação das produtoras nesta batalha contra o livre compartilhamento?
Vamos pensar um pouco…
“Harry Potter e o enigma do príncipe” está entre os filmes mais caros da história. Custou nada menos que US$250 milhões. Faturou U$ 747,7 milhões em apenas TRÊS SEMANAS. Ou minha calculadora está MUITO errada ou o lucro foi de 299%. O filme foi compartilhado via torrent, megaupload e afins.
Então qual o problema das produtoras com a Internet? É que os acionistas e executivos dessas produtoras vivem como verdadeiros parasitas capitalistas. Eles veem os 299% e pensam “Mas se todos os MILHÕES que baixaram tivessem pagado, nosso lucro chegaria a 900% ou até MIL!”.
São capazes de qualquer coisa para chegar a esses números sanguessugas. Até mesmo fazer congressos engolirem leis que desrespeitem a Declaração Universal de Direitos Humanos que em seu artigo XIX diz:
Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras.
PROCURAR, RECEBER e TRANSMITIR INFORMAÇÃO por QUAISQUER MEIOS e INDEPENDENTE DE FRONTEIRAS o nome disso, parceiro, é “COMPARTILHAMENTO NA INTERNET”.
Então não me venha com SOPA, PIPA ou Azeredo!
“Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome.”
Clarice Lispector
Não ia fazer a menor diferença!


